O deputado federal Hugo Motta (Republicanos) está a um passo de ser sagrado presidente da Câmara dos Deputados no próximo sábado (1º). Os adversários na corrida possuem chances risíveis. São eles: Marcel van Hattem (Novo-RS) e Henrique Vieira (PSOL-RJ). Não haverá surpresa se ao menos um eles renunciar antes do pleito, afinal, o paraibano conseguiu a difícil façanha de agradar a lulistas e bolsonaristas na campanha. Muito devido ao aflorado perfil de centro do parlamentar, que, enquanto deputado, atuou nas bases dos últimos quatro presidentes (Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro).
O slogam escolhido na caminhada não poderia ser outro: “Do lado do Brasil”, o que o coloca à margem de lulistas e bolsonaristas, podendo estar ora com um, ora com outro. “O Brasil precisa de união, de convergência de ideias e respeito à pluralidade. Vamos juntos gerar crescimento, desenvolvimento com justiça social, sempre priorizando o diálogo, a governança e o fortalecimento da atuação parlamentar. O fortalecimento, sobretudo, do Poder Legislativo. O Brasil precisa de nós. E esse é o nosso foco e a nossa grande prioridade: trabalhar para o povo e pelo povo, sempre do lado do Brasil”, escreveu Motta nas suas redes sociais.
O deputado do Republicanos conquistou o apoio de todas as lideranças de partidos relevantes no Congresso e terá, seguramente, mais de 450 votos, dos 513 possíveis. Ele chega para a disputa com o apoio do atual presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). Tem também apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do presidente Lula (PT). Conseguiu isso adotando um discurso de centro, evitando guinadas à esquerda ou à direita. A equação para dominar os dois lados não será das mais fáceis, mas para quem já chegou até aqui, essa conciliação será um passeio.
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