A quinta-feira (28) foi marcada por uma megaoperação que mirou a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis e no mercado financeiro. Esse tentáculo do crime organizado, vale ressaltar, causou grande surpresa para uma parte significativa da população brasileira, mas não para que assistiu à sessão especial promovida pela Câmara de João Pessoa uma semana antes, no dia 22. Naquela oportunidade, o presidente da Federação de Combustíveis do Brasil (Fecombustíveis), James Thorp, admitiu a existência do problema.
“Existe presença do crime organizado (no setor de combustíveis), hoje, existe”, disse o dirigente nacional da entidade, que descreveu na fala dele, também, outros problemas que ficaram conhecidos durante a operação desta quinta. Entre eles estavam a adulteração do produto e fraude na litragem do combustível. Ou seja, você paga por 1 litro e recebe 900 ml.
“São preços em que uma pessoa que manipula uma bomba por 10% de vantagem, vendendo 900 ml por um litro, e, na placa de preço dele, para não chamar tanta atenção, vai para preços próximos da nota de compra, mas afeta o empresário que trabalha honestamente. É preciso haver forte fiscalização quanto a isso”, disse, em referência a crimes também relatados na operação conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo.
A operação mobilizou 1.400 policiais e ocorreu em dez estados (São Paulo, Bahia, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins). A força-tarefa teve mais de 350 alvos, entre pessoas físicas e jurídicas, suspeitos de envolvimento com o crime organizado. Apesar de a Paraíba não ter entrado no roteiro da operação, há indícios de que a infiltração do crime organizado ocorre em todos ou praticamente todos os estados.
As discussões em João Pessoa ocorrem em meio às discussões sobre a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar um suposto esquema de combinações de preços nos postos de combustíveis.
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