Judiciário
Alvo do Gaeco e denunciado na Justiça, ex-secretário de Educação do Estado tem contas rejeitadas pelo TCE
24/11/2021 19:30
Suetoni Souto Maior
Afonso Celso Scocuglia é investigado terá que devolver R$ 3,7 milhões. Foto: Francisco França

Depois da queda, o coice. O ditado popular serve bem para descrever a situação do ex-secretário de Educação do Estado, Afonso Celso Caldeira Scocuglia. Alvo de denúncia do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba, na Justiça, ele teve agora as contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) em investigação com elementos similares aos analisados pelo MPPB. No caso, a suposta criação de uma comissão fictícia para fazer vista grossa à não entrega de produtos comprados pelo governo do Estado.

A decisão proferida nesta quarta-feira (24) analisou processo referente às contas de 2011, quando Scocuglia comandava a Educação. Foi imputado contra ele um débito de R$ 3,7 milhões, “referentes às inúmeras irregularidades, destacando-se a aquisição de “kits” escolares objeto do contrato SEE nº 06/2011, celebrado com a empresa WEJ Logística Distribuidora e Comércio”. Ainda cabe recurso da decisão.

De acordo com a denúncia, as compras foram feitas no ano de 2011 e foram constatadas várias irregularidades no procedimento. Entre elas o fato de que nem todas as camisas pagas pelo Estado teriam sido entregues, o que teria provocado um prejuízo de R$ 3,5 milhões aos cofres públicos. A compra, que custou R$ 9,1 milhões, foi feita à empresa WEJ – Logística Distribuidora e Comércio LTDA através da adesão a uma ata de registro de preços da Secretaria de Educação de Pernambuco. Para o Ministério Público a quantidade adquirida foi superestimada.

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