A cantora Anitta acionou o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) para barrar um movimento da farmacêutica Farmoquímica. O motivo: o uso da grafia idêntica ao nome artístico da artista em produtos do ramo de cosméticos.
A Farmoquímica já é dona da marca Annita (com dois “n”) — nome de um vermífugo comercializado há quase 20 anos e que integrou o famigerado kit Covid no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O problema surgiu quando a empresa decidiu ampliar o uso da marca registrada. Em 2023, deu entrada no INPI com um pedido para usar Anitta (com dois “t”), a grafia idêntica ao nome da cantora, em cosméticos.
O detalhe incomodou — e com razão. Anitta, a artista, tem o nome registrado desde 2016 como marca. Seus advogados alegam que o uso por uma empresa do setor farmacêutico pode induzir o público ao erro, gerando confusão sobre a origem dos produtos. Na linguagem jurídica: impossibilidade de coexistência pacífica entre as marcas.
“Não restam dúvidas de que a reprodução do termo ‘ANITTA’, exatamente com a mesma grafia e fonética do termo da Opoente, pode causar confusão dentre os consumidores”, diz o documento apresentado pela defesa da cantora.
A disputa vai além da estética do nome. Está em jogo o mercado bilionário dos cosméticos — um setor que Anitta já mira como extensão da sua marca pessoal. Tanto que, paralelamente à oposição, a cantora também entrou com pedido próprio para registrar o nome Anitta em produtos dessa área. Além do mais, durante o governo Bolsonaro, Anitta foi uma grande opositora ao uso do kit Covid e era crítica do ex-presidente.
Procurada, a Farmoquímica ainda não se pronunciou.
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